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A Copa do Mundo 2026 promete ser histórica não só pelo campo, mas também pela forma como chegará até as casas dos torcedores brasileiros. Com a expansão de 32 para 48 seleções, o torneio será o maior de todos os tempos, e isso reflete diretamente na divisão dos direitos de transmissão no Brasil.
Pela primeira vez desde 1970, a Rede Globo não terá a exclusividade da cobertura completa do Mundial. A emissora carioca, que durante mais de cinco décadas foi sinônimo de Copa do Mundo na televisão brasileira, agora transmitirá apenas 55 das 80 partidas totais — pouco mais da metade dos confrontos.
A novidade maior fica por conta da Live Mode, proprietária do canal Cazé TV, que adquiriu o pacote completo de transmissão do torneio. Essa mudança representa uma transformação significativa no mercado de direitos esportivos do país, consolidando novas plataformas como players relevantes na disputa pelos principais eventos esportivos mundiais.
O SBT também entra nessa disputa ao lado da N Sports, fechando parceria para transmitir 32 confrontos da competição. Dessa forma, a audiência das partidas será pulverizada entre diferentes emissoras e plataformas, obrigando os fãs de futebol a se dividir entre a TV aberta tradicional e as plataformas de streaming.
Essa fragmentação traz tanto desafios quanto oportunidades. De um lado, oferece maior alcance e flexibilidade para diferentes tipos de público. Do outro, demanda que os torcedores tenham acesso a múltiplos serviços para acompanhar todos os jogos da seleção brasileira em busca do hexacampeonato.
A Copa de 2026 promete ser um divisor de águas na forma como os brasileiros consomem futebol na televisão, encerrando uma era de monopólio e abrindo caminho para uma nova realidade do broadcasting esportivo nacional.
Fonte: Trivela
