Foto: Vladimir Srajber / Pexels
A estreia do Canadá na Copa do Mundo de 2026 trouxe consigo uma reflexão incômoda sobre o futebol europeu. Nesta sexta-feira (12), em Toronto, os donos da casa enfrentaram a Bósnia e Herzegovina em um confronto que terminou empatado em 1 a 1, no BMO Field. Apesar de perder oportunidades claras e ficar atrás no placar durante boa parte do jogo, os canadenses conseguiram equilibrar as ações.
O que chama atenção, porém, é o que essa partida representa dentro do contexto geral da competição. A Bósnia foi apenas a segunda seleção europeia a entrar em campo nesta Copa, chegando após o duelo entre México e África do Sul, além de Coreia do Sul e República Tcheca na quinta-feira anterior. E aqui reside o problema central da análise: esses times europeus que inauguraram a presença do continente no torneio estão longe de representar a qualidade que o futebol europeu costuma exibir.
Nos últimos anos, consolidou-se a narrativa de que o futebol europeu é sinônimo de excelência técnica e sofisticação tática. As grandes ligas do continente, especialmente Premier League, La Liga e Serie A, alimentam essa percepção com suas competições de altíssimo nível. No entanto, nem todas as seleções nacionais conseguem traduzir essa superioridade em campo.
Bósnia e Tcheca servem como contraexemplo perfeito. Seleções que não conseguem canalizar a qualidade de seus melhores jogadores em uma estratégia coerente, frequentemente marcadas pela irregularidade e pela falta de criatividade no ataque. Quando essas equipes enfrentam times que chegam com fome de competição, como o Canadá em sua casa, a diferença esperada simplesmente não aparece.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser atípica em vários sentidos, com três países-sede e mais participantes. Mas essas primeiras exibições sugerem que talvez o futebol europeu, apesar de toda sua força econômica e estrutura, nem sempre consegue traduzir isso em seleções competitivas no cenário internacional.
Fonte: Trivela
