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A Copa do Mundo de 2026 será muito mais que um simples torneio de futebol. Com 104 partidas confirmadas, o maior Mundial já realizado, o evento se consolida como o monumento político e financeiro que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, construiu para solidificar seu poder dentro da entidade máxima do futebol mundial.
A expansão é inédita e gera uma avalanche de recursos financeiros que alimenta os cofres da federação internacional. Essa é a grande aposta de Infantino: demonstrar que sua visão expansionista traz retorno econômico e operacional. Para o dirigente suíço, o sucesso da Copa 2026 é crucial — não apenas para seu legado, mas para suas perspectivas de reeleição nos próximos pleitos da Fifa.
No entanto, nem tudo são flores no horizonte. A realização do torneio em três países (Estados Unidos, México e Canadá) traz complexidades geopolíticas significativas que podem se tornar obstáculos. Além disso, a entidade enfrenta pressões judiciais que ameaçam a execução perfeita do projeto. Investigações e recursos legais pendentes pairam como sombras sobre a organização do evento.
O cenário é delicado: enquanto Infantino celebra a aprovação de um modelo inovador de Copa do Mundo, seus críticos argumentam que a expansão compromete a qualidade da competição e beneficia interesses comerciais sobre a tradição futebolística. Os detractores também apontam as controvérsias estruturais da Fifa, questionando se este é realmente o caminho para o futuro do esporte.
A realidade é que a Copa 2026 será o teste definitivo da liderança de Infantino. Um sucesso reforçará sua posição de poder dentro da Fifa. Um fracasso, por sua vez, alimentará movimentos pela sua substituição. Com stakes tão altos, o presidente tem tudo a ganhar e tudo a perder nesta empreitada multimilionária que está prestes a transformar a história das Copas do Mundo.
Fonte: Folha Esporte
