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A primeira rodada da Copa do Mundo 2026 fechou o livro com mensagem clara: quem temia pela qualidade dos jogos com 48 seleções na fase de grupos pode ficar tranquilo. Entre 12 e 17 de junho, nas areias canadenses, americanas e mexicanas, foram 26 partidas que, em sua maioria absoluta, entregaram o que promete ser um espetáculo à altura do torneio mais importante do futebol mundial.
Este é um marco histórico: é a primeira vez que o Mundial recebe quase o dobro de equipes na fase inicial. Naturalmente, surgiram questionamentos sobre possíveis quedas no rendimento técnico. Mas os gramados falaram mais alto. Pouquíssimos confrontos saíram da mediocridade. Os times não apenas competiram – competiram com qualidade.
Claro, nem tudo brilhou de forma idêntica. O empate entre Catar e Suíça pelo Grupo B não será lembrado como um clássico instantâneo. Ainda assim, até aquele jogo carregava seu próprio drama: a seleção árabe empatou nos acréscimos do segundo tempo, conquistando seu primeiro ponto em uma Copa do Mundo. Emoção é também futebol.
Até confrontos mais discretos, como o 0 a 0 entre Espanha e Cabo Verde, conseguiram capturar a essência que faz bilhões de pessoas se apaixonarem por este esporte a cada quatro anos. Não é apenas sobre o gol ou a goleada espetacular – é sobre a luta, o drama tático, a esperança que pulsa em cada lance.
Com 26 rodadas distribuídas por três países, o que se viu foi competição de verdade. Grandes favoritos tiveram que suar a camisa. Azarões mostraram que vieram para brigar. O nível técnico prevaleceu, confirmando que expandir o torneio não significa reduzir sua qualidade – desde que as seleções compareçam dispostas a deixar tudo em campo.
A Copa 2026 começou bem. Muito bem, na verdade.
Fonte: Trivela
