Foto: César O'neill / Pexels
A decisão da Fifa de expandir a Copa do Mundo de 2026 para 48 seleções participantes promete revolucionar o torneio, mas trouxe consigo uma consequência inesperada: uma nomenclatura que causa estranheza até entre os mais apaixonados por futebol.
O aumento de 32 para 48 seleções marca a maior ampliação da história da competição. Enquanto isso representa mais oportunidades para nações menores sonharem com a glória, o novo formato gerou expressões pouco familiares aos torcedores: a famosa “fase de 32” e os controversos “16 avos de final”.
Durante décadas, o público estava acostumado com a estrutura clássica das Copas anteriores. Com 32 seleções divididas em oito grupos, o mata-mata começava com as quartas de final, semi-final e final — uma sequência simples e conhecida por todos. Agora, com o novo formato expandido, o torneio precisou de nomenclaturas matemáticas que soam estranhas aos ouvidos brasileiros.
A terminologia técnica “16 avos de final” (ou “dezesseis avos”), que representa uma fração matemática, gerou desconforto entre jornalistas, comentaristas e torcedores. Afinal, a expressão é pouco intuitiva e muito diferente do tradicional “oitavas de final” que todos conhecem.
Esse tipo de situação evidencia um desafio comunicacional que vai além do campo. Enquanto a Fifa se concentra em questões técnicas e comerciais da expansão, os fãs e profissionais da mídia esportiva precisarão se adaptar a essa nova linguagem durante os quatro anos que antecedem o torneio na América do Norte.
É uma mudança que representa progress para o futebol mundial, permitindo que mais nações participem da maior competição do planeta. Porém, a adaptação linguística promete ser tão desafiadora quanto qualquer campanha em busca do tricampeonato. Que a Fifa pelo menos nos dê uma nomenclatura mais amigável!
Fonte: Folha Esporte
