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O fim de uma era. Pep Guardiola deixou o Manchester City no último domingo (24), levando consigo uma década de histórias memoráveis. E com ele, saiu também Bernardo Silva, o português versátil que se tornou sinônimo de criatividade e adaptabilidade no Etihad Stadium.
Durante nove anos de parceria, o meia luso foi praticamente um canivete suíço nas mãos do técnico espanhol. Camisa 10, extremo pelos dois lados, volante, falso nove e até lateral-esquerdo — Bernardo provou ser um verdadeiro curinga na engrenagem do time azul. Mas foi em fevereiro de 2023 que Guardiola levou sua experimentação tática ao limite.
Em um jogo decisivo pela Premier League contra o Arsenal, então líder da competição, Pep escalou Bernardo Silva como lateral-esquerdo. Uma ideia completamente ousada que, surpreendentemente, funcionou. O City goleou os Gunners por 3 a 1, com o português entregando uma performance sólida. Essa vitória marcaria o início de uma sequência invicta de 16 partidas que consolidaria o título daquela temporada, enquanto o Arsenal desabava na reta final.
O que poucos sabem é que aquele experimento poderia ter sido ainda mais extremista. De acordo com revelações do próprio Bernardo Silva, Guardiola cogitou ideias ainda mais radicais para o confronto direto. O jogador não entrou em detalhes completos, mas a simples menção dessa possibilidade deixa claro o tipo de pensamento inovador que caracterizava a dupla.
A saída de Bernardo marca o encerramento de um capítulo fascinante do futebol moderno. Poucos jogadores tiveram a versatilidade técnica e a confiança de um treinador para atuar em tantas posições diferentes em alto nível. Guardiola provou que, com criatividade e coragem tática, é possível transformar uma peça em um quebra-cabeça inteiro.
Fonte: Trivela
