Foto: Martin Boháč / Pexels
A Bélgica segue patinando na Copa do Mundo 2026. Depois do polêmico empate contra o Egito na estreia — decidido por um gol contra — a seleção belga não saiu do 0 a 0 diante do Irã neste domingo (21), no Grupo G. O resultado reacende uma questão que assombra os torcedores: será que a celebrada geração de ouro está vivendo seu ocaso de forma melancólica?
Sob o comando de Rudi Garcia, a Bélgica ocupa a nona posição do ranking da Fifa, mas sua atuação está anos-luz distante do que se espera de uma das dez melhores seleções do planeta. Os nomes que prometeram glórias — Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e tantos outros — parecem levar o peso dos anos de investimento frustrado nas costas. E a ausência de Eden Hazard, que já não integra mais o projeto, apenas amplifica essa sensação de vazio.
O padrão é preocupante. Não há criatividade. Não há concretização. A equipe depende de milagres — literalmente de gols contra do adversário — para pontuar. No primeiro jogo, precisou de Mohamed Hany marcando por acaso contra sua própria meta. Agora, nem isso aconteceu.
Essa é a realidade cruel para uma geração que chegou à semifinal da Copa de 2018 e alimentou esperanças de protagonismo mundial. Passaram-se anos de aperfeiçoamento, investimento em infraestrutura e expectativas astronômicas. Mas o futebol, como sempre, não perdoa quem repousa sobre louros passados.
A próxima rodada será decisiva. A Bélgica precisa se encontrar rapidamente, ou veremos essa geração de talentos se despedir do palco mundial sem deixar o legado que prometi. Nem sempre as estrelas brilham até o final — às vezes, apenas apagam.
Fonte: Trivela
