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A Bélgica começou sua campanha na Copa do Mundo com um resultado frustrante. O empate por 1 a 1 contra o Egito revelou vulnerabilidades preocupantes na estratégia dos Diabos Vermelhos, que chegavam ao torneio invictos em 13 partidas consecutivas.
Sob comando de Rudi Garcia, a seleção belga foi surpreendida cedo. Aos 20 minutos, Emam Ashour finalizou com força e abriu o placar para os Faraós. Apesar do domínio da posse de bola, os belgas encontraram uma defesa egípcia bem organizada e fechada, criando poucas oportunidades claras no primeiro tempo.
O cenário mudou após o intervalo. Com mais agressividade, a Bélgica criou duas chances reais de gol e conseguiu empatar quando Romelu Lukaku forçou um gol contra de Mohamed Hany, apenas 22 segundos após entrar em campo — um alívio que não respondeu às expectativas.
Mas há um problema mais profundo nessa performance: a excessiva dependência de Jérémy Doku nas criações de jogo. O extremo do Manchester City é sem dúvida um talento excepcional, mas concentrar o ataque em suas pegadas deixou a Bélgica previsível e fácil de anular. De Bruyne, apesar de sua qualidade, não conseguiu impor seu ritmo habitual.
Para o confronto decisivo contra o Irã, Garcia precisa encontrar alternativas. A equipe belga não pode se contentar com atuações apáticas de um lado para o outro do campo. É necessário distribuir melhor a criatividade, envolver mais os meias e encontrar espaços sem depender exclusivamente das corridas de Doku pela ala.
A Bélgica tem elenco para ir longe, mas o primeiro jogo mostrou que pura qualidade individual não basta. Ajustes táticos urgentes são necessários para que os Diabos Vermelhos acordem nesta Copa antes que seja tarde demais.
Fonte: Trivela
