Foto: Pixabay / Pexels
O Barcelona segue em busca de soluções para um dos maiores problemas do elenco na temporada 2024/25: a ausência de um centroavante de primeira linha. A vitória sobre o Al-Ahly, do Egito, por 2 a 1 no Troféu Joan Gamper na quarta-feira (19), ofereceu pistas de como Hansi Flick pretende contornar o impasse ofensivo que assombra o clube catalão.
Após as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres, o Barcelona apostou na chegada de Julián Álvarez junto ao Atlético de Madrid. No entanto, o clube colchonero barrou a transferência do argentino, deixando Flick sem a peça que considerava fundamental para sua engrenagem tática. A falta de um “9” de referência passou a exigir criatividade do técnico alemão, que se vê obrigado a improvisar e reinventar o sistema ofensivo azulgrana.
O duelo contra os egípcios, último teste antes das competições oficiais, revelou que o Barcelona está começando a encontrar alternativas viáveis. O técnico testou diferentes formações e mobilidades no ataque, aproveitando a velocidade e versatilidade de seus extremos para criar espaços e oportunidades de gol. A ideia parece ser transformar a limitação em uma arma tática, distribuindo as responsabilidades ofensivas entre vários jogadores ao invés de concentrá-las em um único matador de área.
Essa abordagem resgata o DNA do Barcelona da era Guardiola, quando o sistema foi baseado mais em circulação de bola e movimentação contínua do que na dependência de um centroavante isolado. Se Flick conseguir consolidar essa estratégia durante a temporada, pode transformar o que parecia ser uma fraqueza em um diferencial competitivo.
As próximas semanas dirão se essa solução improvisada será suficiente para manter o Barcelona competitivo nas múltiplas frentes em que atuará. Por enquanto, a vitória sobre o Al-Ahly oferece esperança de que o clube possa prosperar mesmo sem seu tradicional “9”.
Fonte: Trivela
