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A Argentina terminou a Copa do Mundo 2026 com um gosto amargo de derrota que vai ecoar muito além do placar final. Dominada pela Espanha, a seleção albiceleste sucumbiu por 1 a 0, em Nova Jersey, neste domingo (19), em uma atuação que resumiu bem o velho ditado: quem não faz, leva.
O que impressiona — e assusta — é a impotência ofensiva demonstrada pela equipe de Lionel Scaloni ao longo dos 120 minutos disputados. Nenhum chute certeiro em direção ao gol. Zero finalizações sequer durante os 90 minutos de jogo regular. Um cenário praticamente inacreditável para quem chegou à final de uma Copa do Mundo.
O gol marcado por Ferran Torres na prorrogação não foi uma surpresa, mas sim o desfecho natural de uma atuação excessivamente tímida. A Argentina escolheu travar uma guerra defensiva contra um adversário que sabia explorar melhor os espaços, e a história do futebol mostra que essa estratégia raramente funciona em grandes decisões.
Depois de uma campanha de superação que levou a seleção até a final — com vitórias importantes e recuperação de confiança — a Albiceleste cometeu o pior erro possível: desistir de jogar no momento mais importante. A postura conservadora não apenas frustrou seus próprios torcedores, mas também desperdiçou uma chance de ouro de conquistar o terceiro título mundial consecutivo.
O vice-campeonato será lembrado menos pelo resultado e mais pela forma melancólica com que a Argentina se entregou ao adversário. Uma lição cara para Scaloni e sua comissão técnica: em uma final de Copa, não basta defender bem. É preciso atacar com inteligência e coragem.
A Argentina sai de mãos vazias, mas com muito para refletir sobre as decisões táticas que a levaram a esse desfecho decepcionante.
Fonte: Trivela
