Foto: Walter Medina Foto / Pexels
A Argentina carimbou seu passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo, mas saiu do Hard Rock Stadium em Miami com muito mais perguntas do que respostas. Nesta sexta-feira (3), a atual campeã mundial precisou de uma prorrogação sofrida para superar Cabo Verde por 3 a 2, em um jogo que mexeu com os nervos dos torcedores argentinos.
O cenário era previsível: time favorito em casa, adversário considerado mais fraco. Só que a Argentina decidiu fazer seu próprio jogo difícil. Depois de abrir o placar, a equipe de Lionel Scaloni desacelerou perigosamente, priorizando a posse de bola como se fosse um fim em si mesmo, em vez de criar oportunidades de gol. Era administração de jogo em seu pior formato.
Do outro lado, havia uma seleção que transformou este torneio em seu maior capítulo na história. Cabo Verde não se intimidou diante do poderio argentino e buscou o empate não uma, mas duas vezes. Os africanos estiveram a meros minutos de protagonizar uma das maiores surpresas do Mundial, causando pânico no elenco campeão.
A prorrogação chegou como um alívio para Scaloni e seus comandados, que conseguiram finalmente botar ordem na casa. Mas o susto já tinha sido levado, e a mensagem entregue: classificações irresponsáveis cobram seu preço.
Para a sequência da competição, a Argentina terá muito a refletir. A qualidade ofensiva, as movimentações criativas e a intensidade física precisam voltar com força total. Contra adversários de maior envergadura nas fases eliminatórias, o que funcionou contra Cabo Verde será recebido com punição tática.
Este jogo fica como um aviso: até campeões mundiais precisam respeitar seus adversários do início ao fim. Escalar demais as expectativas levará a conta à geração que reconquistou a Argentina no futebol.
Fonte: Trivela
