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A Argentina chega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 com um dilema que vai muito além de táticas e formações. Neste sábado (11), a seleção albiceleste enfrenta a Suíça em duelo direto pela vaga nas semifinais, mas o grande desafio não é apenas vencer — é conseguir manter viva a era Messi nos Mundiais.
Aos 39 anos, Lionel Messi segue sendo o fio condutor do futebol argentino. Mesmo com o passar dos anos e as exigências físicas de uma Copa do Mundo, o astro continua sendo o principal responsável por tirar a equipe de situações complicadas. É como se toda a Argentina dependesse daquele toque de bola genial, daquele passe impossível ou daquele chute que só ele consegue dar.
A Suíça, porém, não vem para fazer turismo. A seleção suíça tem se mostrado competitiva ao longo do torneio, com uma defesa bem organizada e transições rápidas que podem causar problemas à defesa argentina. Será preciso muito mais do que o brilho individual de Messi para avançar neste confronto.
A verdade é que a Argentina ainda não conseguiu se reinventar para um futebol pós-Messi. Embora existam nomes promissores no elenco, a dependência do camisa 10 segue sendo preocupante para os próximos anos. Se a seleção vencer a Suíça, ganhará tempo — mais alguns dias para sonhar com um desfecho heróico para Messi nas Copas. Se perder, iniciará de forma abrupta uma era de incertezas.
O confronto promete ser tenso e decidido nos detalhes. Messi tentará mais uma vez fazer magia; a Suíça busca o feito histórico de uma semifinal. E a Argentina, simplesmente, tenta adiar uma despedida que parece inevitável.
Fonte: Folha Esporte
