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O futebol mundial perde uma de suas maiores figuras. Kevin Keegan, ídolo do Liverpool e uma das personalidades mais marcantes do esporte nas últimas cinco décadas, faleceu nesta segunda-feira (20) aos 75 anos, vítima de câncer. A notícia foi confirmada por sua família, deixando um vazio imenso na história do futebol inglês e internacional.
Keegan não foi apenas um jogador extraordinário — foi um fenômeno. Bicampeão da Bola de Ouro em 1978 e 1979, períodos em que dominou o continente europeu, o inglês conquistou admiradores em todos os continentes. Sua passagem pelo Liverpool entre 1977 e 1980 marcou uma era dourada dos Reds, quando o clube consolidava sua hegemonia na Europa.
Mas sua importância transcendia os gols e as assistências. Keegan representava uma forma de jogar intensa, apaixonada e totalmente entregada. Era o tipo de atleta que fazia a torcida se apaixonar não só pela qualidade técnica, mas pelo coração que deixava em cada partida. Seu carisma extrapolava os gramados — depois de pendurar as chuteiras, Keegan se tornou técnico respeitado, comandando seleções e clubes com o mesmo comprometimento que demonstrava como jogador.
Sua carreira como treinador foi igualmente relevante. Passagens memoráveis à frente da seleção inglesa e de diversos clubes consolidaram sua reputação como um dos grandes nomes do futebol, seja em campo ou na beira do banco.
Para gerações inteiras de torcedores, especialmente os Reds do Liverpool, Keegan permanecerá como um símbolo de excelência e dedicação. Seu legado ultrapassa os troféus ganhos e os recordes quebrados — é a marca de um homem que amava o futebol genuinamente e o fazia de forma memorável.
O futebol se despede de um gigante.
Fonte: Folha Esporte
