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Xabi Alonso está oficialmente no Chelsea, mas sua passagem pelo Real Madrid segue gerando debates na Espanha. A experiência foi breve e turbulenta: apenas sete meses no comando merengue, terminando em demissão após o vexame da derrota na Supercopa da Espanha para o Barcelona em janeiro.
O que poucos esperavam era o quão difícil seria para o treinador espanhol gerenciar um elenco acostumado a vencer. E Vinicius Júnior virou o símbolo dessa crise administrativa. O brasileiro, que marcou na vitória do Real Madrid neste fim de semana, era constantemente colocado no banco de reservas por Alonso — uma decisão polêmica que transformou a estrela em coadjuvante.
O episódio mais emblemático aconteceu em outubro, durante um clássico contra o Barcelona. Ao ser substituído, Vini Jr não conteve a frustração. “Sempre eu!”, gritou em direção ao técnico, antes de se dirigir direto ao vestiário. A cena exposição pública da crise interna e marcou o início do fim para Alonso.
Para Toñín Llorente, ex-basquetbolista formado na própria base do Real Madrid, a situação poderia ter tido outro desfecho. Segundo o comentarista, se Alonso tivesse mantido firmeza na sua decisão técnica e não cedido à pressão da torcida, possivelmente teria respaldo do torcedor merengue. No futebol de alto nível, a consistência e a autoridade do técnico costumam ser respeitadas.
Mas o que se viu foi exatamente o oposto: um treinador que não conseguiu equilibrar sua visão tática com a necessidade de manter uma estrela em forma. Vinicius é um ativo demais valioso para ficar pendurado no banco, e a torcida do Real Madrid sabe disso.
Agora, já em Londres, Alonso tem chance de recomeçar. O Real Madrid segue vencendo com um novo comando. A lição fica clara: nem sempre a autoridade funciona em ambientes onde o talento está acostumado a ser celebrado.
Fonte: Trivela
