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O clássico entre Corinthians e Santos neste domingo (30) marca mais um capítulo da novela envolvendo Yuri Alberto. O camisa 9 segue em processo de recuperação de um incômodo na coxa direita, resultado de uma fibrose que surgiu durante a cicatrização de uma lesão anterior. A dúvida sobre sua participação volta a pairar sobre a Ilha do Retiro.
A torcida corintiana batizou o atacante de “Wolverine” por uma razão bem simples: sua capacidade praticamente sobre-humana de se recuperar rapidamente de lesões e retornar aos gramados. Yuri construiu uma reputação de guerreiro, sempre disposto a voltar ao combate em tempo recorde. É admirável, sem dúvida, mas também preocupante.
Em um momento em que o Corinthians carece de uma referência ofensiva sólida, a ausência de Yuri pesa bastante. Memphis Depay retornou, mas o ataque alvinegro segue procurando consistência. Gui Negão e Pedro Raul não conseguiram render o esperado nos últimos compromissos, enquanto Garro vive um período de oscilações que não ajuda no conjunto.
O dilema é delicado: quanto mais rápido Yuri retorna, maior é o risco de agravar uma lesão que claramente não cicatrizou completamente. A fibrose é um sinal de alerta que não pode ser ignorado, independentemente do apelido heroico do jogador ou da urgência de resultados.
O Corinthians precisa ser sábio nesta hora. Precipitação agora pode custar semanas ou meses de desfalque depois. Mesmo que o “Wolverine” sinta-se pronto para o sacrifício, a comissão técnica e a diretoria têm a responsabilidade de proteger o atleta contra sua própria vontade.
A vitória contra o Santos é importante, mas nenhum clássico justifica comprometer o futuro de um dos melhores ativos do clube. Às vezes, a verdadeira coragem está em saber esperar.
Fonte: Bolavip Brasil
