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Se houvesse um jeito de mandar uma carta para Harry Styles, o que o mundo do esporte brasileiro diria? Essa é a provocação que merece nossa atenção neste momento em que celebridades e o universo dos games, da música e das redes sociais cada vez mais se aproximam do futebol.
O cantor britânico, ícone de gerações, representa um fenômeno cultural que não pode ser ignorado: a influência massiva de personalidades do entretenimento sobre o público jovem. Enquanto isso, nosso futebol segue buscando reconexão com essa mesma audiência que está cada vez mais dispersa entre streamings, redes sociais e influenciadores digitais.
A questão é provocativa e necessária. Por que o esporte não consegue capturar a mesma energia e engajamento que artistas internacionais conseguem mobilizar? Qual é a lição que precisamos aprender com modelos de entretenimento que funcionam globalmente?
O futebol brasileiro sempre foi nosso passaporte cultural. Mas em 2026, essa realidade está em xeque. Enquanto clubes investem em estrutura física, o marketing esportivo ainda amadora em comparação à indústria do entretenimento. Faltam narrativas inovadoras, conexão digital genuína e entendimento real do que move a geração Z.
Se pudéssemos falar com Styles, talvez perguntássemos: como você conquistou tanta lealdade? Como mantém tanta relevância? A resposta provavelmente está na autenticidade, na proximidade com o público e na capacidade de se reinventar constantemente.
Essas são lições valiosas que nossos clubes, confederações e influenciadores do esporte precisam absorver urgentemente. O futebol não é menos importante que a música — mas precisa comunicar isso melhor. Precisa ser tão desejável, tão comentado, tão viral quanto qualquer lançamento de álbum de um ídolo pop internacional.
A conversa está aberta. E o esporte brasileiro está convidado a participar dela.
Fonte: Folha Esporte
