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O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, protagonizou um momento típico de quem está na corda bamba. Em entrevista concedida na sexta-feira (4) ao comunicador Rica Perrone, o mandatário do Peixe foi questionado sobre o desempenho de Alexandre Mattos à frente da diretoria de futebol e, literalmente, desconversou.
A situação é delicada. Desde que chegou ao clube no meio do ano passado, o diretor de futebol tornou-se alvo de críticas constantes da torcida santista, principalmente pelas escolhas equivocadas no mercado de transferências. Nomes como Mayke e Lautaro Díaz, ambos trazidos por Mattos, já deixaram o Alvinegro e não deixaram um bom rastro entre os aficionados.
Quando pressionado sobre essas decisões controversas, Teixeira reconheceu, sim, que houveram erros nas contratações. Porém, usou uma estratégia comum entre dirigentes: diluir a responsabilidade em todo um coletivo. “Mattos é avaliado e cobrado com todos os demais profissionais”, afirmou, tentando não colocar o diretor como único responsável pelos fracassos recentes.
O presidente também deixou clara sua posição de não ceder à pressão externa e não alterar o planejamento estabelecido. Uma declaração que soa como um tapa na cara de quem critica: o foco está em manter o plano de trabalho, independentemente da insatisfação dos torcedores.
A realidade, porém, é mais complexa. Quando uma diretoria comete erros sucessivos em contratações caras e o time sofre em campo, a insatisfação não é mera “pressão externa”. É uma cobrança legítima de quem investe emoção e dinheiro no clube.
Teixeira mantém a confiança no diretor, pelo menos publicamente. Mas a forma cautelosa como respondeu deixa evidente que nem mesmo o presidente está totalmente satisfeito. No Santos, como em toda instituição em crise, as palavras não ditas costumam falar mais alto.
Fonte: Bolavip Brasil
