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As recentes eliminações do Cruzeiro na Copa Libertadores e Copa do Brasil acenderam um alerta importante na Toca da Raposa. As quedas para Flamengo e Atlético Mineiro não são apenas questões de campo, mas revelam problemas estruturais na administração do clube que precisam ser urgentemente endereçados.
Pedrinho BH, dono da SAF cruzeirense, é indiscutivelmente um apaixonado pela instituição. Porém, essa paixão tem se traduzido em uma postura paternalista que compromete a profissionalização necessária para um projeto de futebol moderno e competitivo. Em diversas ocasiões após os tropeços, declarações do mandatário geraram ruído desnecessário e questionamentos sobre como o time está sendo gerenciado.
O maior problema reside na estrutura de poder no futebol do clube. Pedro Júnio, filho do proprietário da SAF, concentra as principais decisões envolvendo o departamento de futebol, mas sem experiência prévia em outras instituições. Essa centralização familiar, embora bem-intencionada, deixa evidente a falta de profissionais com histórico comprovado trabalhando nas decisões estratégicas da Raposa.
Para um clube da envergadura do Cruzeiro, com história de títulos e tradição no futebol brasileiro, essa dinâmica administrativa é claramente insuficiente. É preciso que Pedrinho BH dê um passo atrás em relação ao paternalismo e abra espaço para executivos experientes, com passagens em outras agremiações de peso, que tragam visões inovadoras e processos estruturados.
Profissionalismo não significa afastamento emocional do clube. Significa entender que torcida apaixonada e gestão técnica precisam caminhar juntas. O Cruzeiro tem potencial, tem investimento, tem atletas. O que falta agora é governança à altura de suas ambições. Sem isso, as eliminações precoces continuarão sendo a regra, não a exceção.
Fonte: Bolavip Brasil
