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O mercado já começou a bater na porta de Damián Bobadilla. O volante paraguaio, que segue como peça fundamental no meio-campo do São Paulo e viaja como titular para a Copa do Mundo, está recebendo sondagens de clubes estrangeiros. Sua comissão técnica já trabalha com a expectativa concreta de que ofertas oficiais cheguem durante ou logo após o Mundial.
Do outro lado da negociação, o São Paulo também vê o torneio como oportunidade de ouro. A diretoria tricolor planeja usar a visibilidade da Copa para valorizar ainda mais o paraguaio no mercado, transformando-o em um dos principais ativos para a janela de transferências do meio do ano. A estratégia é firme: o clube só aceita propostas com valores considerados muito altos.
Essa postura não é apenas questão de ambição. O Tricolor enfrenta desafios financeiros reais e estabeleceu uma meta ambiciosa de arrecadar aproximadamente R$ 188 milhões em vendas durante 2024. Além disso, há um complicador na situação contratual de Bobadilla: São Paulo possui apenas 60% dos direitos econômicos do jogador, enquanto os outros 40% pertencem ao Cerro Porteño, do Paraguai.
Essa divisão de direitos econômicos explica a rigidez do clube nas negociações. Para que uma venda realmente impacte os cofres são-paulinos de forma significativa, é necessário um valor bastante elevado. Afinal, qualquer cifra será dividida entre as duas instituições.
Bobadilla chegou ao São Paulo carregando esperança de ser uma solução duradoura no meio-campo. O jogador vem correspondendo em campo e já conquistou seu espaço como titular na seleção paraguaia, garantindo presença na Copa. Agora, cabe ao volante brilhar no palco internacional para que os planos do clube e de seu estafe saiam do papel — e que o Tricolor consiga levantar os recursos financeiros que precisa.
Fonte: Bolavip Brasil
