Foto: Jose Ricardo Barraza Morachis / Pexels
A seleção brasileira masculina de basquete está vivendo um novo momento. Longe de depender exclusivamente de craques que brilham na NBA, o time agora ganha força com atletas que atuam regularmente nos principais clubes do país. É uma mudança de perspectiva que reflete a maturidade do basquete nacional e promete dar maior consistência ao time.
Essa nova realidade chega em momento estratégico. O técnico Aco Petrovic e sua comissão trabalham na reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2027, com ambições claras: as quartas de final representam o mínimo esperado. Não é pouca coisa. A seleção brasileira consolidou-se como a principal potência da América do Sul, deixando para trás décadas de sobressalto diante da Argentina.
O fortalecimento através de jogadores do basquete doméstico traz vantagens táticas importantes. Esses atletas chegam aos compromissos internacionais com ritmo competitivo, conhecendo bem os seus companheiros e desenvolvendo uma química que leva tempo para se formar. Diferente de convocar apenas nomes estrangeiros, que precisam se adaptar rapidamente ao estilo de jogo proposto.
Petrovic não faz mistério sobre a meta. Quer evoluir dentro da competição, buscar desenvolvimento progressivo nas partidas e chegar longe. As quartas significam estar entre os oito melhores do mundo – um patamar que coloca o Brasil entre as seleções de elite.
A ascensão é real. O Brasil conseguiu se impor na região, superando a tradicional hegemonia argentina no basquete sul-americano. Agora, com uma abordagem mais equilibrada entre NBA e campeonato nacional, o time busca consolidar esse status no cenário mundial.
A Copa do Mundo de 2027 promete ser um grande teste. E tudo indica que a seleção chega com condições de surpreender.
Fonte: Folha Esporte
