Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Bélgica não apenas venceu os Estados Unidos por 4 a 1, nesta segunda-feira, em uma goleada que impressionou. Os Red Devils entregaram a melhor performance em Copas do Mundo desde aquela memorável campanha de terceiro lugar em 2018, mostrando que há muito mais por trás da vitória do que simplesmente a polêmica envolvendo Folarin Balogun.
É claro que a situação do atacante americano, expulso nas oitavas de final e que teve seu cartão anulado graças a pressões políticas e diplomáticas — inclusive com interferência do governo Trump — gerou uma comoção. Mas Balogun não pisou em campo durante o jogo, e a qualidade apresentada pelos belgas vai muito além de motivação por uma controvérsia.
O grande arquiteto da noite foi o técnico Rudi García. Longe de seus dias de ouro, o espanhol surpreendeu com sacadas táticas brilhantes que neutralizaram uma seleção que até então era considerada uma das principais candidatas ao título mundial. García conseguiu montar um esquema defensivo compacto sem abrir mão da capacidade ofensiva, sufocando o jogo americano enquanto criava oportunidades claras.
Vale ressaltar que o grupo belga chegava a este confronto marcado por brigas internas e polêmicas que atravessaram todo o ciclo classificatório. O resultado demonstra que, sob uma direção tática precisa, essa elenco talentoso consegue canalizar suas energias para o campo e produzir futebol de qualidade.
A exibição rígida, organizada e letal dos Red Devils contrasta com as críticas que García vinha recebendo ultimamente. Nesta segunda-feira, o treinador provou que ainda possui capacidade de impacto e que, quando tudo funciona, a Bélgica segue sendo uma potência perigosa na competição.
Fonte: Trivela
