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A Copa do Mundo de 2026 entrará para os livros de história não apenas pelos gols marcados ou pelas atuações memoráveis, mas por um feito inédito: pela primeira vez desde que a competição começou, nenhuma das três potências tradicionais do futebol mundial — Brasil, Itália e Alemanha — conseguiu se classificar entre os oito melhores times.
O resultado marca um ponto de inflexão no cenário futebolístico internacional. Durante décadas, essas três seleções foram sinônimos de excelência, com palmares impressionantes e atuações dominantes. O Brasil, tricampeão mundial com cinco títulos no total, sempre figurou entre os favoritos. Já Itália e Alemanha, com suas tradições defensivas e táticas precisas, raramente desapontavam nos mata-matas.
Essa ausência simultânea reflete uma transformação profunda no futebol mundial. Novas potências emergiram, países antes considerados coadjuvantes agora apresentam seleções competitivas e bem estruturadas. A competição tornou-se mais equilibrada e imprevisível, onde o favoritismo clássico não garante mais uma passagem tranquila pelas fases iniciais.
Para o Brasil especificamente, o resultado é amargo. A Seleção Canarinha atravessa um período de reconstrução e questionamentos sobre sua estrutura. Enquanto isso, Itália enfrenta dificuldades em renovação de talentos após a geração que conquistou a Eurocopa 2020, e a Alemanha sofre com inconsistências que a afastaram do patamar de favorita.
A Copa de 2026 será lembrada como o torneio que democratizou o futebol de elite, onde novas histórias foram escritas e tradições foram interrompidas. Resta saber se as três gigantes conseguirão se recuperar e retomar seu lugar de destaque nas próximas edições, ou se este é apenas o início de uma nova era onde o poder está distribuído de forma mais equilibrada no cenário internacional.
Fonte: Folha Esporte
