Foto: Vidal Balielo Jr. / Pexels
Depois de oito temporadas na Série A italiana, o zagueiro Bremer virou referência defensiva no futebol europeu. Passando por Torino e Juventus, o defensor conquistou seu primeiro título profissional na Copa da Itália 2023-24 e garantiu presença na seleção brasileira para a Copa do Mundo. Mas o maior aprendizado vai muito além dos troféus.
Quando deixou o Atlético Mineiro aos 21 anos, em 2018, Bremer enfrentou um choque de realidade. O Brasil valoriza zagueiros técnicos, criativos, capazes de sair jogando e até marcar gols. A Itália? Aquela é outra história completamente diferente.
Em entrevista reflexiva, o defensor explica como a mentalidade calcística moldou seu desenvolvimento. Na primeira temporada, como é natural, Bremer precisou se adaptar aos detalhes táticos, à postura defensiva e à intensidade física exigida pelo futebol italiano. Mas com o passar dos anos, o brasileiro absorveu filosofias muito mais robustas de defesa.
"Aqui eu entendi de verdade o que significa defender", resume Bremer a transformação. Na Itália, a defesa é arte, é posicionamento, é leitura de jogo acima de tudo. Não é apenas sair do campo com o passe perfeito – é impedir que o adversário chegue até lá.
Essa evolução explica muito sobre o Bremer que a seleção brasileira conhece hoje. Um defensor mais maduro, mais responsável, que entende seus limites e os do adversário. É exatamente o tipo de jogador que o Brasil precisava para reforçar uma defesa que enfrentava questionamentos.
A trajetória de Bremer é um lembrete importante: nem sempre a vitória técnica é o caminho mais curto para o sucesso. Às vezes, é preciso abraçar uma nova filosofia, entender que há formas diferentes e igualmente válidas de se jogar futebol – e que aprender com essas diferenças nos torna melhores profissionais.
Fonte: Trivela
