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A seleção argentina levou um susto bem maior do que imaginava nesta sexta-feira (3) ao enfrentar Cabo Verde pela Copa do Mundo. Os atuais campeões mundiais venceram por 3 a 2, mas precisaram ir à prorrogação para resolver uma partida que deveria ter sido bem mais tranquila.
Acostumada a dominar seus adversários com o toque de bola e a pressão asfixiante, a equipe de Lionel Scaloni encontrou um rival completamente diferente do que estava acostumada. Cabo Verde entrou em campo com uma abordagem física e organizada defensivamente, tirando a Argentina de sua zona de conforto e impossibilitando que a Albiceleste impusesse seu jogo habitual.
Durante praticamente toda a partida, os argentinos tiveram dificuldades para penetrar a defesa adversária e criar oportunidades claras de gol. A imposição que costumam exercer simplesmente não funcionou, deixando claro que nem todos os rivais aceitam o mesmo tipo de pressão que equipes de maior tradição sofrem.
O primeiro gol saiu apenas dos pés de Lionel Messi ainda no primeiro tempo, aproveitando um momento de desatenção da seleção africana. Mas isso não foi o suficiente para tranquilizar a partida. Cabo Verde brigou até o fim, vendeu caro a derrota e obrigou os argentinos a buscarem soluções criativas.
Este resultado deixa lições importantes para Scaloni e seus jogadores. Não será em todos os jogos que conseguirão sair do vestiário como favoritos claros. Equipes menores, bem organizadas e dispostas a correr atrás de cada lance, podem e vão causar danos.
A Argentina avançou, mas mostrou fraquezas que precisam ser corrigidas rapidamente se quiser manter vivo o sonho de conquistar novo título mundial. O sufoco de Cabo Verde pode ter sido, afinal, um aviso importante.
Fonte: Trivela
