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A Copa do Mundo 2026, que será disputada no Canadá, Estados Unidos e México, já está marcada por turbulências nos bastidores. Antes mesmo de encerrar sua primeira fase, a competição já registrou uma onda de demissões e saídas de técnicos que promete se intensificar nos próximos meses.
Sete seleções já promoveram mudanças no comando técnico, sinalizando uma tendência preocupante para treinadores que não conseguem entregar resultados rápidos. O cenário é clássico: pressão imediata, exigência de vitórias desde o primeiro jogo e pouca tolerância aos tropeços iniciais.
Um dos casos mais emblemáticos foi a saída precipitada de Sabri Lamouchi da Tunísia. Após uma goleada humilhante sofrida pela Suécia por 5 a 1 na estreia, o técnico foi dispensado ainda na madrugada seguinte à derrota. A ironia é que Lamouchi havia conduzido a seleção tunisiana de forma invicta pelas eliminatórias africanas, conquistando uma vaga bem merecida no torneio mundial.
Essa situação coloca em perspectiva a falta de paciência das confederações modernas. Um resultado ruim na fase de grupos não define uma campanha inteira, mas a ansiedade por êxito imediato tem levado presidentes e dirigentes a tomar decisões precipitadas.
Lamouchi integra um seleto grupo de técnicos demitidos durante Copas do Mundo. O lendário Carlos Alberto Parreira, que comandava a Arábia Saudita em 1998, é um dos nomes históricos dessa lista pouco honrosa. A pressão psicológica de um Mundial é intensa, mas quando as demissões começam a ocorrer, o clima de instabilidade toma conta do torneio.
Conforme a competição avança para as fases eliminatórias, espera-se mais mudanças nos comandos técnicos. A questão que fica é: será que os novos treinadores terão tempo suficiente para se adaptar e renderem resultados, ou veremos mais cabeças rolarem em nome da ganância por vitórias imediatas?
Fonte: Trivela
