Foto: Cristiano Junior / Pexels
Participar de quatro Copas do Mundo é privilégio de poucos eleitos no futebol mundial. Entre os brasileiros, essa façanha cabe literalmente nas mãos de um homem: Neymar. E essa realidade traz consigo uma pressão descomunal.
O craque do Al-Hilal chegou a um momento crítico de sua carreira internacional. Aos 32 anos, disputará sua quarta competição máxima da Fifa – uma jornada que começou em 2014, quando estreou com esperança de conquistar o título inédito para sua geração. Desde então, viu a seleção ser derrotada nos momentos mais importantes: eliminação na Copa de 2014, derrota na final olímpica de 2016, e frustração na Copa de 2022 contra a Argentina.
A matemática é cruel: se Neymar não levantar a taça em 2026, será eternizado como o maior fracasso brasileiro em Copas do Mundo. Não por culpa exclusivamente sua, é claro, mas o futebol raramente faz distinção entre contexto e resultado quando se trata de legado.
O cenário contrário, porém, seria redentor. Uma conquista em seu quarto Mundial o colocaria entre os poucos que conseguiram esse feito, ao lado de nomes históricos. Seria o coroamento de uma carreira marcada por brilhantismo técnico, mas também por frustrações coletivas.
A Seleção Brasileira, enfraquecida e em reconstrução, precisará de seu melhor desempenho para sonhar alto. Neymar, apesar de toda polêmica que o cerca, segue sendo o principal trunfo ofensivo do time. Sua determinação e experiência serão fundamentais.
Portanto, para o craque santista, não há meio termo. Ou 2026 marca seu resgate histórico, ou consolidará uma trajetória de taças nunca erguidas apesar de todas as oportunidades. O futebol, implacável como sempre, não deixará espaço para interpretações. Tudo será preto no branco.
Fonte: Folha Esporte
