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Enquanto Vinícius Júnior e Matheus Cunha enfrentavam uma marcação asfixiante da defesa japonesa, outro nome emergiu como o verdadeiro maestro da Seleção Brasileira na luta pela classificação às oitavas de final. Bruno Guimarães não apenas controlou o meio-campo contra o Japão, como foi determinante na virada por 2 a 1, deixando sua marca com uma assistência precisa nos acréscimos para o gol de Gabriel Martinelli.
O meia do Newcastle vem sendo uma constante presença de qualidade em todos os duelos da fase de grupos. Sua atuação contra os japoneses consolidou ainda mais seu destaque nesta Copa do Mundo, especialmente considerando o contexto: com os atacantes sufocados pela defesa oriental, foi justamente Guimarães quem assumiu as responsabilidades criativas e garantiu o avanço brasileiro.
Os números falam por si. Com quatro assistências até agora, Bruno Guimarães já ocupa um lugar privilegiado nos registros históricos da Seleção. O curioso é que ele só não participou de gol na goleada de 3 a 0 sobre o Haiti – em praticamente todos os outros compromissos, deixou sua marca. Esse desempenho o coloca na elite dos jogadores brasileiros em Copas do Mundo, igualando Zico, que em 1982 também anotou quatro assistências em um único torneio.
O que impressiona não é apenas a quantidade, mas a qualidade das contribuições. Desde o primeiro minuto contra o Japão, Guimarães foi o atleta mais participativo no ataque da Seleção, movimentando-se constantemente, criando espaços e encontrando companheiros em posições privilegiadas. Sua capacidade de ler o jogo e servir os colegas com precisão revela um jogador completamente integrado ao projeto ofensivo de Carlo Ancelotti.
Bruno Guimarães prova que nem sempre quem marca gols é quem mais brilha em campo. Sua atuação silenciosa, mas efetiva, é exatamente o que a Seleção necessita para manter seu padrão técnico elevado nesta Copa do Mundo. A próxima fase promete ser ainda mais desafiadora, e a Seleção terá muito a ganhar com a continuidade desse jogador em grande forma.
Fonte: Trivela
