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Os Países Baixos chegam às oitavas de final da Copa do Mundo 2026 com um problema sério que não pode ser ignorado: uma defesa que sangra gols. Ronald Koeman conquistou a liderança do Grupo F com sete pontos e um ataque que funcionou perfeitamente — dez gols marcados, incluindo uma goleada de 5 a 1 sobre a Suécia. Mas na outra ponta do campo, os holandeses carecem de solidez.
Os números falam por si só e são preocupantes. Em três partidas na fase de grupos, os neerlandeses sofreram quatro gols sem conseguir fazer um único clean sheet. Esse é o pior desempenho defensivo entre as oito seleções mais bem ranqueadas do torneio — uma estatística que expõe claramente a vulnerabilidade tática de Koeman.
O começo já foi sintomático. O empate em 2 a 2 contra o Japão sinalizava problemas que as derrotas ofensivas posteriores tentaram esconder. Sim, a equipe venceu a Tunísia por 3 a 1, mas o padrão defensivo não melhorou. É como construir um carro de luxo com os freios gastos.
E é exatamente aí que o Marrocos vê sua oportunidade de ouro nas oitavas. Os Leões do Atlas já demonstraram ao longo do torneio que possuem as armas certas para incomodar qualquer adversário. Com uma estrutura tática compacta e transições rápidas, a seleção marroquina tem potencial para explorar essa fragilidade holandesa e criar um verdadeiro caos na defesa europeia.
Para Koeman, o recado é cristalino: não será possível vencer uma partida decisiva apenas com gols ofensivos. Contra um time tão ambicioso quanto o Marrocos, deixar brechas na defesa é praticamente um convite para o desastre. As oitavas de final não perdoam ingenuidade tática, e os Países Baixos precisam urgentemente encontrar solidez defensiva — ou podem sair do torneio mais cedo do que o esperado.
Fonte: Trivela
