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Gianni Infantino está vivendo uma verdadeira odisseia aérea pela América do Norte. O presidente da FIFA já realizou 27 voos para acompanhar 24 partidas do torneio, acumulando milhares de quilômetros em apenas algumas semanas. Uma rotina extenuante que ilustra bem o compromisso — ou talvez a obsessão — da entidade máxima do futebol em estar presente em cada detalhe da competição.
A maratona do dirigente suíço não é simplesmente uma questão de protocolo. Infantino viaja constantemente entre diferentes cidades, acompanhando jogos em diversos estádios, reunindo-se com autoridades locais, mídia internacional e patrocinadores. É a estratégia de uma FIFA que quer demonstrar engajamento total com a organização do evento.
Mas essa mobilidade constante levanta questionamentos importantes. Qual é o custo ambiental dessa agenda frenética? Quantos recursos poderiam ser economizados com uma presença menos intensa? E mais: será que essa dedicação obsessiva realmente impacta na qualidade da competição ou é mais um exercício de visibilidade pessoal?
O presidente da FIFA também usa esses deslocamentos como oportunidade política. Cada aparição em um estádio, cada encontro com lideranças locais reforça a influência da organização e estabelece conexões para futuras parcerias e negociações bilaterais.
Para o torcedor brasileiro, esse tipo de informação serve como reflexão. Enquanto Infantino voa de um lado para o outro, investindo tempo e recursos em sua presença física, a pergunta que fica é: quanto disso realmente beneficia o futebol em campo? E quanto é apenas fachada corporativa?
De qualquer forma, a jornada de Infantino pela América do Norte demonstra um detalhe muitas vezes invisível: por trás de cada Copa do Mundo existe uma estrutura logística monumental, com decisões sendo tomadas nos bastidores enquanto os holofotes focam apenas no que acontece dentro das quatro linhas.
Fonte: BBC Sport Football
