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O sorteio havia sido generoso com o Uruguai. Na chave F da Copa do Mundo, os sul-americanos dividiam o grupo com Espanha, favorita evidente, enquanto Cabo Verde e Arábia Saudita eram visto como rivais mais acessíveis. No papel, a Celeste Olímpica tinha tudo para avançar tranquilamente. Na prática, porém, a história foi bem diferente.
A seleção orientada por Marcelo Bielsa decepcionou de forma generalizada na fase de grupos. Em partidas tecnicamente fracas, os uruguaios não conseguiram vencer um único compromisso: empataram com os dois adversários que teoricamente deveriam bater — Cabo Verde e Arábia Saudita — e perderam para os espanhóis na sexta-feira (26), selando sua eliminação prematura.
O resultado reacende uma discussão incômoda para o futebol uruguaio. Bielsa chegou à seleção com a promessa de revolucionar o time, mas o técnico argentino carregava uma defasagem de dois anos sem competições internacionais de relevância. Esse atraso tático e de ritmo se mostrou decisivo no torneio, deixando claro que nem toda genialidade na lousa se traduz em campo quando o adversário não coopera.
O Uruguai, que historicamente sempre foi sinônimo de competitividade nas competições mundiais, agora enfrenta uma crise de identidade. Sem jogadores jovens promissores em destaque e com sua geração de ouro envelhecida, a seleção não conseguiu encontrar o caminho certo sob o comando de Bielsa.
Para os torcedores celestes, a decepção é dupla: não apenas ficaram fora mais cedo que o esperado, mas também questionam se a aposta no técnico argentino foi realmente o melhor caminho. O Uruguai saiu da Copa precisando muito mais que apenas reformular seu elenco — precisa reencontrar sua identidade vencedora.
Fonte: Trivela
