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O tênis sempre foi sinônimo de ambição desmedida. Com prêmios milionários esperando os campeões nas principais competições mundiais, não é raro ver pais dispostos a fazer qualquer sacrifício para catapultar seus filhos ao topo do esporte. Mas essa dedicação extrema tem um preço alto.
A realidade por trás das quadras profissionais é bem diferente daquela exibida nos grandes torneios. Enquanto alguns jovens talentos recebem apoio equilibrado de suas famílias, outros enfrentam uma pressão psicológica avassaladora que começa muito antes de qualquer vitória importante.
A questão central é: por que o tênis, mais do que outros esportos, cria esse ambiente propício para comportamentos obsessivos dos responsáveis? Especialistas apontam que a estrutura individual do esporte, onde o atleta está completamente sozinho na quadra, intensifica a expectativa de perfeição. Sem companheiros de time para compartilhar o peso das derrotas, o jovem tenista acaba absorvendo toda a frustração parental.
Além disso, a escalada dos custos de treinamento especializado, viagens internacionais e coaching de elite cria uma barreira financeira que força famílias a verem seus investimentos como um resgate obrigatório. Quanto mais dinheiro entra nessa máquina, maior a pressão por resultados.
O cenário exige mudanças estruturais urgentes. Federações precisam estabelecer protocolos mais rígidos sobre envolvimento dos pais durante treinamentos, psicólogos esportivos devem ser mandatórios nas categorias de base, e uma educação sobre saúde mental deveria ser incluída nos programas de formação de tenistas.
O tênis revelou ao mundo craques como Serena Williams e Roger Federer, mas quantos talentos foram perdidos no caminho por uma pressão insuportável? É hora de o esporte refletir sobre seu modelo e priorizar o bem-estar integral dos jovens atletas, não apenas seus troféus.
Fonte: BBC Sport Tennis/Other
