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A liderança de Gianni Infantino à frente da Fifa tem gerado cada vez mais debates sobre o rumo da entidade máxima do futebol mundial. Com um estilo de gestão considerado por críticos como controverso e personalista, o presidente tem implementado mudanças estruturais que remontam a práticas questionáveis de administração pública.
O que chama atenção é a forma como Infantino concentra poder e utiliza a mídia para consolidar sua narrativa. Semelhante a estratégias políticas populistas, o presidente da Fifa busca contornar críticas por meio de comunicação agressiva e decisões unilaterais, pouco afeito ao diálogo com as confederações nacionais.
Um exemplo marcante foi a tentativa de criar uma competição de clubes Mundial expandida, iniciativa que enfrentou resistência de federações e ligas, mas seguiu adiante mesmo assim. Infantino apresenta esses projetos como modernização necessária, enquanto critics apontam falta de transparência e consulta democrática.
A concessão do Prêmio Nobel da Paz à Fifa em 2026 foi celebrada pelo presidente como validação internacional de seu trabalho. Porém, muitos questionam se essa honraria não serviu mais para fortalecer sua imagem pessoal do que reconhecer realizações concretas da instituição no campo social.
O dilema é real: enquanto Infantino implementa reformas na estrutura de governança e investe em programas sociais, sua abordagem autoritária e afastada de consensos prejudica a credibilidade da Fifa. O futebol mundial segue assistindo a um experimento arriscado de gestão, onde as consequências ainda estão por vir.
Tudo indica que os próximos capítulos dessa história serão marcados por mais tensões e polêmicas entre o presidente e as federações nacionais que sustentam a entidade.
Fonte: Folha Esporte
