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A Alemanha de Julian Nagelsmann descobriu que nem sempre a goleada inicial garante uma navegação tranquila pela Copa do Mundo. Depois de devastar Curaçao com um elástico de 7 a 1, a seleção germânica esbarrou em uma Costa do Marfim bem mais competitiva e precisou contar com a frieza de seu super-substituto para sair do aperto.
Deniz Undav voltou a ser o diferencial vindo do banco de reservas. O centroavante, que já tinha deixado sua marca na goleada anterior com um gol e duas assistências, repetiu o feito contra os africanos de forma ainda mais impactante. Entrando em campo para substituir Jamal Musiala, o atacante primeiro empatou a partida com um cruzamento preciso que encontrou Nadiem Amiri, e depois, nos minutos finais, decretou a virada aos 2 a 1 em lance que só um jogador de classe pode resolver: dominou com uma perna e finalizou com a outra após toque perfeito de Felix Nmecha.
Mas aí reside o grande incômodo para o técnico. Apesar das atuações brilhantes saindo do banco, Undav enfrenta um problema tático que dificulta sua consolidação como titular. A estrutura ofensiva da Alemanha, montada por Nagelsmann, parece não encontrar o melhor encaixe para o centroavante de forma permanente no 11 inicial.
O rendimento diferenciado do reserva levanta questionamentos importantes: será que a Alemanha está deixando de explorar todo seu potencial ao manter Undav como carta na manga? Ou será que a dinâmica do time funciona melhor com as mudanças que ele proporciona durante a partida?
O fato é que o internacional alemão provou estar no nível das melhores seleções do mundo quando entra em campo. E enquanto Nagelsmann não resolver esse quebra-cabeça tático, Undav continuará sendo aquele tipo de jogador que faz toda diferença quando o jogo pede frieza, técnica e oportunismo diante do gol.
Fonte: Trivela
