Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Tunísia viveu um capítulo frustrante em sua participação na Copa do Mundo 2026. Após sofrer uma humilhante derrota por 5 a 1 para a Suécia, o país africano depositou esperanças em uma mudança radical nos bastidores: a demissão relâmpago de Sabri Lamouchi e a chegada do experiente Hervé Renard, técnico com currículo impressionante em seleções.
Puro teatro. Neste domingo, as Águias de Cartago desabaram mais uma vez, desta vez diante do Japão, sofrendo uma nova goleada por 4 a 0. Pior: o time já está matematicamente eliminado antes de disputar sua última rodada.
A semana inteira foi marcada por especulações sobre a chegada do francês Renard. A imprensa alimentava esperanças de uma transformação milagrosa, como se a simples presença de um técnico vencedor pudesse magicamente reparar os problemas estruturais do elenco. A realidade, porém, foi bem mais crua.
O que ficou evidente é que mudanças no comando técnico não resolvem fragilidades individuais. Desde os primeiros minutos contra os Samurais Azuis, a equipe tunisiana apresentou um futebol desorganizado e completamente vulnerável defensivamente. Já aos quatro minutos, o Japão abria o placar, estabelecendo o tom da partida.
A Tunísia não ofereceu resistência ofensiva. Criou pouco, finalizou ainda menos e sucumbiu diante de um adversário que aproveitou cada brecha deixada por uma defesa desatenta. Renard, apesar de sua experiência, não conseguiu encontrar soluções rápidas para uma equipe que parecia desacreditada.
Este é um dos maiores perigos do futebol moderno: apostar em soluções de curto prazo quando os problemas são estruturais. A Tunísia não caiu por falta de técnico renomado, mas sim pela qualidade questionável de seus jogadores em momentos decisivos.
Com duas rodadas ainda por vir, a seleção tunisiana segue apenas buscando terminar a campanha com um pouco mais de dignidade.
Fonte: Trivela
