Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Quando Rodrigo de Paul trocou o Atlético Madrid pelo Inter Miami no meio de 2025, muitos observadores levantaram as sobrancelhas. Afinal, o meia argentino se juntava a Lionel Messi em um projeto nos Estados Unidos, e essa mudança acendeu um sinal de alerta sobre o futuro do jogador de 32 anos na seleção campeã do mundo.
As dúvidas eram compreensíveis. Em um futebol cada vez mais exigente, a ida para a MLS costuma ser interpretada como o início do crepúsculo de carreiras de atletas de alto nível. Mas De Paul não veio para confirmar suspeitas — veio para derrubá-las.
Na estreia argentina na Copa do Mundo 2026, na terça-feira (16), o camisa 5 foi absolutamente determinante na goleada de 3 a 0 sobre a Argélia. Com uma performance que relembrava sua fundamental atuação no título mundial de 2022, De Paul se mostrou inteiro dentro de campo, operando tanto nos momentos defensivos quanto na construção ofensiva.
Sua presença foi marcante nos duelos corporais e nas trocas de posse. Como um meia com a liberdade de flutuar entre as linhas, De Paul se posicionou de forma inteligente, sempre disponível para receber, distribuir e dar ritmo ao jogo argentino. A combinação de força, experiência e qualidade técnica resultou em um desempenho consistente que afastou qualquer questionamento sobre seu nível competitivo.
O desempenho contra a Argélia confirma o que muitos já sabiam: a passagem pelo Inter Miami não representa declínio, mas sim uma escolha pessoal. De Paul continua sendo um pilar fundamental para as ambições argentinas nesta Copa, provando que idade e mudança de liga não são empecilhos quando se possui vontade, profissionalismo e talento.
Com essa atuação de gala, o meia reafirma seu lugar no coração da Argentina e alimenta esperanças de que a seleção possa novamente buscar glórias neste torneio.
Fonte: Trivela
