Foto: Diego Fioravanti / Pexels
A capital argentina viveu uma noite histórica nesta terça-feira (16). Apesar do frio cortante que marcava apenas 14°C nas ruas de Buenos Aires, centenas de torcedores corajosos se aglomeraram na Plaza Seeber, em Palermo, para testemunhar um momento único: a estreia do país na que promete ser a última Copa do Mundo de Lionel Messi.
O cenário poderia ter sido desanimador. O outono portenho ainda castigava a cidade com temperaturas baixas, o horário avançado da noite tornava o sacrifício ainda maior, e muitos tinham compromissos profissionais na manhã seguinte. Mas nada disso importou. A magia de Messi em sua derradeira tentativa de conquistar uma Copa do Mundo com a Argentina foi suficiente para levar torcedores às ruas, mesmo sob condições climáticas adversas.
A cena reforça o que já sabemos: o sete vezes melhor do mundo é praticamente uma religião na Argentina. Depois de vencer a Copa América em 2021 e conquistar a torcida de forma definitiva, Messi chegava a este torneio como o grande protagonista de uma seleção que busca repetir o sucesso de 1986, quando Maradona levou a taça para casa.
Plaza Seeber se transformou em um mar de cores azul e branco, com torcedores envolvidos em bandeiras e esperança. A transmissão pública do jogo funcionou como um presente inesperado para aqueles que queriam viver coletivamente esse momento épico. Não era apenas sobre futebol – era sobre encerramento de ciclo, legado e a possibilidade de ver um dos maiores nomes do esporte conquistar o único título que lhe faltava.
A determinação desses torcedores em encarar o frio portenho diz tudo sobre a dimensão que essa Copa representa para a Argentina. Messi merecia nada menos que isso: uma multidão disposta a qualquer sacrifício para apoiá-lo em sua derradeira dança na maior competição do planeta.
Fonte: Folha Esporte
