Foto: Miguel Cuenca / Pexels
A Arábia Saudita provou mais uma vez que não é apenas figurante em Copas do Mundo. Quatro anos após o choque planetário que resultou na eliminação da Argentina na estreia do Catar 2022, os sauditas voltaram a assustar uma potência sul-americana. Desta vez, quem quase se viu em apuros foi o Uruguai, que saiu de Miami com um empate amargo por 1 a 1.
O protagonista improvável dessa história de impacto global é Abdulelah Al Amri, zagueiro de 29 anos do Al-Nassr que até então habitava o anonimato nas telas dos torcedores brasileiros e do resto do mundo. Mas nesta segunda-feira (15), ele escreveu seu nome em letras de ouro na história das Copas do Mundo.
Aos 41 minutos do primeiro tempo, em uma cena que resumiu o drama da noite, Al Amri aproveitou uma sobra oferecida pelo goleiro Muslera dentro da área para empurrar a bola para as redes. Era o gol que colocava a Arábia Saudita na frente do placar, alimentando esperanças de mais um feito memorável contra gigantes sul-americanos.
O resultado pendeu por um fio até o apito final. Apenas nos minutos finais, Maxi Araújo conseguiu evitar o que seria uma derrota histórica para os comandados de Marcelo Bielsa, igualando o jogo quando tudo parecia estar escrito.
O feito reforça uma característica cada vez mais evidente da Arábia Saudita em torneis mundiais: a capacidade de complicar adversários tradicionais e provocar surpresas que ninguém espera. Enquanto as potências europeias e sul-americanas costumam ser favoritas naturais, os sauditas têm mostrado que o futebol é imprevisível, especialmente quando a entrega e a disposição entram em campo.
Para Al Amri, que de improviso virou herói, a noite em Miami certamente mudará sua carreira para sempre.
Fonte: Bolavip Brasil
