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Toda Copa do Mundo deixa mais do que troféus e recordes. Ela marca também uma evolução tática que ressoa nos gramados pelos anos seguintes. A Espanha em 2010 com o tiki-taka, a Alemanha em 2014 com sua pressão asfixiante — cada edição do torneio escreve um capítulo na história do futebol moderno. E o Qatar em 2022 não foi exceção.
Com a proximidade da Copa América de 2026, realizada em solo norte-americano, canadense e mexicano, é hora de revisitar os padrões que funcionaram no deserto e entender como eles já estão sendo replicados pelas principais seleções do planeta.
A Fifa, como de costume, produziu um relatório técnico completo após o torneio catariano. E as conclusões são claras: não se trata apenas de sistemas de jogo específicos — aquele 4-3-3 ou 5-3-2 que os comentaristas adoram citar. O sucesso de times como Argentina, França e outros que chegaram às fases decisivas estava muito mais relacionado a comportamentos coletivos bem definidos.
Essas equipes trouxeram inovações na maneira como pressionam o adversário, na circulação de bola e até mesmo na forma como se posicionam defensivamente. Conceitos que já aparecem nos treinos de várias seleções que se preparam para 2026.
A Argentina, em particular, demonstrou que estrutura tática aliada à consistência nas ideias pode vencer qualquer gigante tecnicamente dotado. Sua forma de defender em bloco compacto e transicionar rapidamente para o ataque impressionou observadores mundiais.
Enquanto isso, outros conceitos como o uso estratégico de alas mais defensivos, a ocupação inteligente de espaços no meio-campo e até mesmo o retorno à bola parada como arma ofensiva continuam em voga entre as seleções mais competitivas.
As tendências táticas de 2022 não sumirão com a troca de gramado. Elas já estão moldando a próxima geração de futebol de seleções. Quem souber absorver e evoluir esses conceitos terá vantagem real na luta pelo próximo título mundial.
Fonte: Trivela
