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Iliman Ndiaye poderia estar vestindo a camisa de uma das seleções mais poderosas do mundo. Mas o atacante do Everton optou por um caminho diferente, carregando as cores de Senegal na Copa do Mundo em vez das famosas cores azuis da França.
Nascido em Rouen, no norte da França, Ndiaye é fruto de uma união internacional: pai senegalês e mãe francesa. Essa dupla nacionalidade abriria as portas para defender Les Bleus, especialmente em um momento em que a seleção francesa segue como uma potência mundial sob comando de Didier Deschamps.
Porém, desde criança, o jovem atacante já sabia onde seu coração batia. Em entrevista, Ndiaye foi direto ao ponto: “A seleção francesa nunca me fez sonhar. Não é a minha história”. A frase resume uma escolha que vai muito além do futebol — é uma questão de identidade e herança familiar.
O timing da decisão é interessante. Ndiaye nasceu logo após o primeiro grande título mundial da França, em 1998, quando a euforia azul dominava o continente europeu. Mesmo assim, a ligação com as raízes senegalesas prevaleceu sobre a tradição vitoriosa dos franceses.
Nesta terça-feira (16), às 16h de Brasília, o atacante terá a oportunidade de enfrentar justamente a seleção que poderia ter sido sua. França e Senegal se encontram em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo I, em um duelo que promete ser especial para Ndiaye.
A história do jogador reflete um fenômeno cada vez mais comum no futebol moderno: atletas com múltiplas opções de nacionalidade que precisam fazer escolhas que vão além de questões técnicas ou de oportunidades. Para Ndiaye, a resposta veio do coração, e ele segue seu próprio caminho nas cores que realmente representam sua história.
Fonte: Trivela
