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A Espanha chega à Copa do Mundo 2026 como uma das grandes favoritas, especialmente após conquistar a Eurocopa 2024 com um futebol envolvente e ofensivo. Porém, quando a La Roja enfrenta Cabo Verde em Atlanta, no dia 15 de junho, existe uma questão que paira sobre Luis de la Fuente: a disponibilidade de Lamine Yamal desde o início do torneio.
O jovem prodígio, que brilhou na campanha europeia, pode não estar 100% para esta estreia, abrindo espaço para um nome frequentemente negligenciado pela torcida e mídia espanhola: Ferran Torres. O atacante do Barcelona, apesar de toda sua experiência e consistência, vive sob a sombra das estrelas mais badaladas do elenco.
A história recente da Espanha em Copas do Mundo, contudo, recomenda cautela. Desde o tri histórico conquistado na África do Sul em 2010, o desempenho tem sido frustrante. Em 2014, a defesa do troféu no Brasil terminou em fiasco total: uma humilhação por 5 a 1 diante dos Países Baixos marcou uma eliminação precoce na fase de grupos, com apenas uma vitória em toda a campanha.
Os anos seguintes não trouxeram recuperação significativa. As edições de 2018 e 2022 seguiram a mesma trilha de decepções, consolidando um jejum que contrasta brutalmente com o poderio espanhol em competições continentais.
Por isso, contra Cabo Verde—um adversário tecnicamente inferior—a Espanha precisa de clareza tática. Ferran Torres, com sua experiência em grandes clubes europeus e capacidade de atuar em múltiplas posições, pode ser o diferencial que falta. Seu conhecimento de jogo, finalizações certeiras e inteligência tática podem abrir caminhos que Yamal, dependendo de sua forma física, talvez não conseguisse no mesmo ritmo.
A partida inaugural pode determinar o tom de uma campanha que almeja quebrar uma maldição de 16 anos. E Torres pode ser justamente o herói inesperado desta história.
Fonte: Trivela
