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Após três décadas fora do posto de anfitrião, os Estados Unidos retornam como sede da Copa do Mundo em 2026 com uma missão bem definida: provar que o futebol finalmente enraizou de verdade no país. A seleção americana entra em campo nesta sexta-feira contra o Paraguai, em Los Angeles, marcando o pontapé inicial da competição em solo estadunidense.
A história nos mostra que 1994 foi apenas o começo. Naquela época, sediar a Copa tinha um objetivo claro: desenvolver o futebol profissional americano. A MLS nasceu dois anos depois e, hoje, alcançou um patamar respeitável no cenário internacional. Mas agora, em 2026, a exigência é outra.
Os americanos precisam demonstrar que aquele investimento inicial gerou resultados de verdade. Que a seleção possui não apenas estrutura, mas competitividade para enfrentar potências tradicionais do futebol mundial. É por isso que a federação americana fez uma aposta ousada: contratou Mauricio Pochettino como técnico.
A decisão veio após o fracasso de Gregg Berhalter na Copa América 2024, que resultou em sua demissão. Pochettino traz consigo experiência de topo, tendo trabalhado em grandes clubes europeus. Seu currículo e metodologia representam a dimensão do projeto americano para esta Copa.
O desafio é monumental. Os Estados Unidos precisam sair da zona de conforto das Américas e se medir com as gigantes do futebol europeu e sul-americano. Possuem atletas em bom nível atuando nas principais ligas do mundo, mas a consistência tática e mental sempre foi questão.
Com Pochettino no comando e a vantagem de jogar em casa, a seleção americana tem cenário propício para surpreender. Não será favorita em nenhum confronto de peso, mas isso pode funcionar a seu favor. A rota até uma semifinal, por exemplo, não está impossível.
O futebol americano finalmente está pronto para sua chance maior. Agora é hora de colocar a bola no campo.
Fonte: Trivela
