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A Inglaterra enfrenta um dilema que vai muito além das quatro linhas. Gary Neville, lenda dos Red Devils e comentarista respeitado, não poupou críticas à atual estrutura da seleção dos Três Leões, apontando uma realidade incômoda: a equipe foi montada inteiramente ao redor de Harry Kane porque ele seria o único jogador genuinamente de nível mundial no elenco.
A declaração do ex-lateral é uma bomba no meio da cobertura preparatória para a Copa do Mundo de 2026. Neville sugere que a dependência de Kane vai além do óbvio – não se trata apenas de um craque que faz diferença, mas sim de uma estrutura que não possui alternativas de qualidade comparável em outras posições.
Essa análise toca em um ponto sensível da seleção inglesa: apesar de contar com talentos como Jude Bellingham, Phil Foden, Declan Rice e Bukayo Saka, nenhum deles parece alcançar, segundo a visão de Neville, o patamar de elite absoluta que Kane representa. O atacante do Bayern de Munique é inegavelmente o pilar ofensivo inglês, mas colocar tanta responsabilidade nos ombros de um único jogador é arriscado.
A crítica ganha peso quando lembramos das campanhas recentes da Inglaterra. A equipe chegou à final da Eurocopa 2020 e às semifinais da Copa do Mundo 2018, mas esbarrou em momentos decisivos. Será que a falta de outros nomes mundialistas explicaria essas quedas nos momentos que mais importam?
Para os próximos anos, a seleção inglesa terá que trabalhar no desenvolvimento de seus talentos emergentes, transformando promessas em realidades de classe mundial. Caso contrário, a dependência de Kane continuará sendo um calcanhar de Aquiles difícil de ignorar.
Fonte: Sky Sports Football
