Foto: Juliano Ferreira / Pexels
Enquanto casais românticos celebram o Dia dos Namorados nesta segunda-feira, 12 de junho, há um relacionamento muito especial que merece ser lembrado: o do povo brasileiro com sua seleção nacional de futebol.
Assim como um casal que passa por fases de euforia e desencanto, a relação dos torcedores com a Amarelinha segue um padrão cíclico de paixão intensa e frustração profunda. E ainda assim, contra toda lógica, o coração bate mais forte quando chega uma Copa do Mundo ou qualquer competição importante.
É uma namorada antiga, aquela que conhecemos desde criança. Aquela que nos faz sofrer, que nos desaponta, mas que continuamos amando incondicionalmente. Quantas vezes não prometemos “desta vez é diferente, vamos virar essa página”? Quantas vezes não nos decepcionamos?
Os últimos anos foram particularmente turbulentos. Eliminações precoces, técnicos indo e vindo, promessas não cumpridas. Parece que aquela química de outrora — aquela que nos consagrou tricampeões — desapareceu em algum momento da história recente.
Mas aí está o poder do verdadeiro amor: ele sobrevive aos tropeços. Os estádios continuam cheios. As ruas ficam pintadas de verde e amarelo. Os torcedores continuam acreditando, mesmo quando tudo parece perdido. É irracional? Talvez. É bonito? Absolutamente.
Neste Dia dos Namorados, enquanto casais trocam presentes e mensagens de amor, a torcida brasileira mantém seu romance vivo com a seleção. Um amor que não pede perfeiçãodas performances em campo. Que não exige títulos permanentes. Que simplesmente existe porque, há décadas, faz parte de quem somos.
Porque no Brasil, a seleção é mais que futebol. É esperança. É identidade. É a namorada antiga que, apesar de tudo, continuamos na torcida — literalmente.
Fonte: Folha Esporte
