Foto: Diego Fioravanti / Pexels
Enquanto a Copa do Mundo segue a todo vapor, surge uma pergunta incômoda nos Estados Unidos: será que os americanos realmente estão ligados no torneio? A resposta pode surpreender até os mais otimistas com o futebol no país.
Historicamente, o futebol nunca foi prioridade na agenda esportiva americana. Com a NFL, NBA e MLB dominando a atenção do público, a bola redonda sempre ocupou posição coadjuvante. Mesmo em anos de Copas do Mundo, a cobertura midiática permanece tímida comparada aos demais esportes.
O fenômeno reflete uma realidade cultural: enquanto brasileiros, argentinos e europeus vivem e respiram futebol nas ruas, nos bares e nas conversas de família, nos EUA o cenário é completamente diverso. Até torcedores ocasionais admitem perder o acompanhamento das principais partidas simplesmente por falta de conhecimento sobre os horários ou a própria realização do torneio.
Essa lacuna no engajamento americano representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. A FIFA investe pesadamente em marketing nos Estados Unidos, consciente de que conquistar o mercado norte-americano significa ampliar globalmente a receita e a relevância do futebol. Campanhas massivas em redes sociais e transmissões em plataformas de streaming buscam preencher essa brecha.
Vale lembrar que os EUA já sediaram uma Copa (1994) e brevemente hospedará a próxima edição em 2026. Apesar disso, o interesse domesticamente segue limitado comparado a outros países. A seleção americana possui uma base de fãs dedicados, mas longe do fanatismo tropical que domina Brasil, Argentina e México.
O contraste é revelador: enquanto em São Paulo ou Rio de Janeiro toda a cidade para para assistir um jogo importante, em Nova York ou Los Angeles dificilmente você encontraria multidões nas ruas celebrando. Isso não significa desrespeito ao esporte, mas sim reflexo de prioridades culturais distintas.
A questão permanece: conseguirá o futebol mundial conquistar de vez o coração dos americanos, ou continuará sendo aquele esporte que “todo mundo sabe que existe, mas ninguém parece se importar”?
Fonte: BBC Sport Football
