Foto: Javon Swaby / Pexels
Todo torcedor que coleciona figurinhas da Copa do Mundo enfrenta a mesma dúvida: para onde vai aquele papelzinho grudado nas costas da foto do seu jogador favorito? A pergunta, aparentemente simples, revela uma questão mais profunda sobre consumo responsável e sustentabilidade no meio esportivo.
Com milhões de pacotes de figurinhas sendo comercializados durante as campanhas de Copa do Mundo, o volume de resíduos gerados é considerável. Muitos colecionadores simplesmente descartam o papel junto ao lixo comum, sem questionar para onde ele realmente vai.
A resposta correta está na reciclagem. O papelzinho que acompanha as figurinhas deve ser separado e destinado à coleta seletiva de papel. Este material é totalmente reciclável e pode ser transformado em novos produtos, reduzindo o impacto ambiental da produção em massa desses álbuns que movimentam bilhões de reais globalmente.
Muitos municípios brasileiros possuem programas de coleta seletiva que aceitam papéis e papelões. Basta guardar esses pequenos retalhos e depositá-los no local adequado quando a quantidade acumulada permite. Algumas marcas produtoras também têm iniciativas de logística reversa, permitindo que os consumidores devolvam embalagens e resíduos.
É curioso notar que enquanto torcedores investem tempo e dinheiro em completar seus álbuns, poucos param para pensar no ciclo de vida desses materiais. A indústria de figurinhas prospera durante períodos de Copa, gerando emprego e entretenimento, mas com responsabilidade ambiental.
A próxima vez que você abrir um pacote de figurinhas, lembre-se: aquele papel pode ter uma segunda vida. Guarde, acumule e recicle. É um pequeno gesto que, multiplicado pelos milhões de colecionadores, faz grande diferença para o planeta. Sustentabilidade e paixão pelo futebol podem (e devem) andar juntas.
Fonte: Folha Esporte
