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A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) resolveu ir para o ataque. A presidente Lise Klaveness acionou o Comitê de Ética da Fifa nesta terça-feira (2) para investigar as circunstâncias da entrega de um controverso “prêmio da paz” ao ex-presidente americano Donald Trump pelo presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino.
A movimentação marca mais um capítulo da crescente tensão entre federações nacionais e a cúpula da Fifa. A questão que fica no ar é simples: em que contexto exatamente um prêmio voltado à paz foi entregue a uma figura política tão polarizadora? A NFF claramente não acreditou na resposta oficial e decidiu levar o assunto para instâncias superiores.
Este não é um caso isolado. Nos últimos anos, a administração Infantino vem enfrentando críticas constantes sobre falta de transparência e questionáveis decisões administrativas. A Fifa, que deveria ser uma instituição imparcial e focada no esporte, frequentemente se vê envolvida em polêmicas envolvendo seus líderes.
Para o futebol norueguês, a atitude reflete um posicionamento mais firme das federações menores em não aceitar passivamente decisões tomadas nos bastidores de Zurique. A NFF está dizendo: “Queremos saber o que aconteceu, e não vamos seguir em frente sem respostas claras”.
O que pode acontecer agora? Tudo dependerá de como o Comitê de Ética da Fifa conduzirá a investigação. Se levado a sério, o caso poderia expor falhas na governança da entidade. Caso seja arquivado rapidamente, reforçará a percepção de que a estrutura ética da Fifa é apenas uma fachada.
A bola está novamente nas mãos de Infantino. Será que ele consegue convencer o mundo de que suas ações foram apropriadas? A Noruega, por enquanto, não parece disposta a aceitar explicações rasas.
Fonte: Folha Esporte
