Foto: Diego Rezende / Pexels
João Fonseca tem um compromisso ousado neste domingo (31 de maio) a partir das 15h15. O tenista brasileiro enfrenta o norueguês Casper Ruud pelas oitavas de final de Roland Garros, em uma batalha que pode reescrever a história do tênis verde-amarelo no torneio parisiense. A partida será transmitida pela ESPN e Disney+.
Uma vitória diante do experiente Ruud colocaria Fonseca em território inédito: as quartas de final do Grand Slam francês. Mais do que isso, o jovem brasileiro se tornaria o primeiro compatriota a alcançar essa etapa desde Gustavo Kuerten em 2004, há mais de duas décadas. É um feito monumental considerando o hiato impressionante que o Brasil atravessa na competição.
O peso da história não é pequeno. A era dourada do tênis brasileiro, simbolizada por Guga Kuerten, ficou para trás. Kuerten conquistou Roland Garros três vezes (1997, 2000 e 2001) e chegou a ocupar a primeira posição do ranking mundial. Desde então, nenhum brasileiro havia conseguido avançar para as quartas, um vácuo que demonstra a dificuldade de manter excelência no esporte.
Fonseca chega a esse compromisso com momentum crescente. Aos 18 anos, ele se consolidou como um dos maiores talentos do tênis mundial, combinando potência, técnica refinada e mentalidade de competidor de elite. Seu progresso em Roland Garros até aqui evidencia que o jovem está pronto para desafios maiores.
Vale mencionar que no tênis feminino, Beatriz Haddad Maia já demonstrou que o Brasil segue relevante. A paulistana chegou à semifinal do torneio em 2023, provando que há talento em nossas quadras. Mas o feito de Fonseca nas quartas masculinas representaria um passo importante na reconstrução de um legado.
O confronto contra Ruud será disputado, já que o norueguês é um dos tenistas mais consistentes atualmente, com dois títulos de Grand Slam. Ainda assim, Fonseca tem tudo para surpreender e levar o Brasil de volta ao protagonismo em Paris.
Fonte: Folha Esporte
