Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Argentina de Lionel Scaloni confirmou seus convocados para a próxima Copa do Mundo e, como esperado, mantém a base que conquistou o título inédito no Catar. O técnico optou pela continuidade em vez de promover mudanças radicais, preservando a maioria dos atletas que viveram o momento mais glorioso da história recente da seleção.
A Albiceleste integra o Grupo J ao lado de Áustria, Argélia e Jordânia, e faz sua estreia no dia 16 de junho, às 22h (horário de Brasília), no Arrowhead Stadium, em Kansas, enfrentando os argelinos. Uma chave teoricamente acessível para os atuais campeões mundiais.
A escolha de Scaloni reflete uma filosofia conhecida: não mexer em time que ganha. Porém, traz consigo questionamentos legítimos. A idade avançada de alguns atletas e a necessidade de renovação gradual são debatidas entre especialistas. O técnico fez ajustes pontuais, mas nada que represente uma reformulação estrutural do elenco.
Um aspecto que preocupa, contudo, é a qualidade da preparação. Enquanto potências mundiais como França e Brasil buscavam adversários de alto nível para os amistosos preparatórios, a Argentina enfrentou oponentes significativamente inferiores. Essa falta de testes mais rigorosos pode deixar dúvidas sobre o real estado físico e tático do grupo.
As lesões também rondaram a definição da lista final, assim como ocorreu com outras seleções. A convocação final chegou sem grandes surpresas, mantendo a coesão de um grupo que já provou ser campeão, mas também levanta a questão sobre como uma equipe envelhecida conseguirá competir ao mais alto nível em um torneio disputado.
Scaloni aposta suas fichas na experiência e na confiança conquistada no Catar. Será que a receita que funcionou há um ano ainda rendará frutos em nova competição?
Fonte: Trivela
