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O US Open virou palco de uma discussão acalorada sobre os limites da etiqueta no tênis. A culpa? Uma invasão crescente de criadores de conteúdo e influenciadores digitais em Flushing Meadows, que estão testando (e às vezes quebrando) todas as regras de conduta que definem o esporte há décadas.
A situação ficou tão tensa que grandes nomes do circuito feminino se pronunciaram. Naomi Osaka, Coco Gauff e Jessica Pegula entraram na discussão, apontando preocupações legítimas sobre como essas práticas afetam a concentração das atletas e desrespeitam a tradição do Grand Slam americano.
Estamos falando de pessoas filmando constantemente, tirando selfies em ângulos proibidos, fazendo barulho excessivo e, em alguns casos, ignorando completamente as instruções dos árbitros e seguranças. O que antes era impensável em um torneio do calibre do US Open agora virou rotina.
A questão central é: até onde vai o direito de criar conteúdo versus o respeito ao esporte? Não se trata apenas de capricho dos organizadores. Há evidências reais de que distrações durante partidas podem prejudicar o desempenho das jogadoras, especialmente em momentos decisivos.
O fenômeno dos influenciadores nos esportes é inevitável e, em parte, saudável para a modernização. Mas existe uma linha tênue entre engajamento e desrespeito. O US Open, assim como Wimbledon e Roland Garros, tem códigos de conduta rígidos justamente para proteger a integridade competitiva.
A polêmica de Flushing Meadows pode ser um divisor de águas. Os torneios precisarão estabelecer regras mais claras sobre a presença de criadores de conteúdo, ou o tênis corre o risco de virar um reality show com raquetes.
A bola está na quadra dos organizadores.
Fonte: Sky Sports Football
