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A Argentina segue pagando o preço por seus deslizes fora do gramado. A Fifa aplicou uma punição severa contra a seleção campeã, condenando a Federação Argentina de Futebol a desembolsar aproximadamente US$ 221 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) por infrações graves cometidas durante a Copa do Mundo.
Os motivos da sanção são variados e preocupantes. A entidade máxima do futebol mundial identificou episódios envolvendo racismo entre torcedores argentinos, manifestações políticas inapropriadas no campo de jogo e falhas consideráveis nos protocolos de segurança nos estádios. Além disso, o meia Leandro Paredes recebeu uma suspensão de 10 partidas por agressão, um golpe importante para as opções de meio-campo da seleção.
Mas a multa não é a única restrição. A Argentina também terá seu público reduzido no próximo compromisso oficial. Os argentinos poderão ocupar apenas 50% da capacidade normal das arquibancadas, uma medida educativa que busca reforçar a importância da disciplina. Ainda mais restritivo: metade desse espaço já reduzido será destinado exclusivamente a grupos comunitários, estudantes e famílias, deixando margem limitada para torcedores comuns.
A decisão reforça a tolerância zero da Fifa contra condutas inadequadas. Para a Argentina, que vem em ascensão após o título conquistado, as penalidades representam um retrocesso significativo na imagem da seleção e podem impactar diretamente seu desempenho nos próximos confrontos.
Paredes, fundamental na construção do jogo argentino, será uma baixa sensível. Sua ausência por dez rodadas força Scaloni a repensar a dinâmica do meio-campo e abre espaço para outros jogadores ganharem minutos e se consolidarem na equipe.
A Fifa deixa clara a mensagem: dentro ou fora do campo, a responsabilidade é de todos.
Fonte: Bolavip Brasil
